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Prefeitura Municipal de Itabaiana

Ruínas da Igreja Velha


No final do século XVI, a área que atualmente convencionamos chamar de Itabaiana era ocupada por pequenos grupos indígenas, principalmente, nos locais próximos a Serra de Itabaiana e ao Rio Jacarecica. Por Itabaiana se situar distante do litoral, os indígenas de Itabaiana demoraram mais a entrar em contato com os “colonizadores” europeus.

As primeiras sesmarias de Itabaiana fora doadas entre 1600 a 1603, tendo sido formado, inicialmente o Arraial de Santo Antônio e, entre os aos de 1620 e 1640, edificada uma Capela que recebeu o mesmo nome, contribuindo para a ocupação efetiva e duradoura da região próxima da Serra de Itabaiana, com pequenas edificações nas proximidades do Rio Jacarecida, sendo os primeiro habitantes lavradores, curraleiros e garimpeiros.

Nessa primeira metade do século XVII, a Capela de Santo Antônio (hoje ruínas da Igreja Velha) era a única ermida religiosa da região de Itabaiana e núcleo aglutinador da povoação.

Já na segunda metade do século XVII, Itabaiana que já possuía duas florescentes povoações – o Arraial de Santo Antônio e a Caatinga de Aires da Rocha –, viu surgir, em 1665, a Irmandade das Santas Almas do Fogo do Purgatório da Capela de Itabaiana. Esta instituição adquiriu a posse do terreno conhecido por Caatinga de Aires da Rocha, que pertencia ao vigário Sebastião Pedroso de Gois, e foi responsável pela edificação da Igreja Matriz de Santo Antônio e Almas de Itabaiana¹, para onde foi transferida imagem do Santo Antônio que ficava na Capela.

A primitiva morada vai perdendo sua importância de tal modo que ficará abandonada e ganhará a denominação de Igreja Velha. O que aconteceu na realidade foi a mudança da sede da povoação. Casas e ruas foram sendo construídas próximo da nova igreja.

A Igreja Velha, assim chamada para diferenciar-se da nova, foi desabando aos poucos, vencida pelo abandono e pela ação destruidora do tempo, de forma que, em meado do século XVIII já apresentava, com menos retoques, a mesma paisagem de ruínas de hoje. Tais ruínas é que permanecem de pé, fragmentando-se aos poucos. Da primitiva igreja se pode ainda deduzir o tamanho, pelo que resta da fachada principal e das paredes de lado e do fundo.

 

 

¹ NUNES, Maria Thetis. Sergipe Colonial II. São Cristóvão. Universidade Federal de Sergipe, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996.

 

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